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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

aquecedor de toalhitas


olá caros leitores. sim, estou viva! depois de umas férias um pouco conturbadas (a família toda sucumbiu perante os vírus da pequena m.) voltei à blogoesfera.
descobri hoje, com alguma estupefação, que existe, pelo menos nos USA, uma maquineta para aquecer as toalhitas dos bebés. nunca tal coisa me tinha passado pela cabeça. vocês sabiam disto?
ao refletir com mais calma, cheguei, porém, à conclusão que, de facto, não deve ser agradável ser acordado a meio da noite, despido do pijama quentinho e limpo com uma toalhita fria e húmida.
de qualquer das formas, parece-me mais uma invenção da sociedade consumista. palpita-me que a pequena m. não vai beneficiar destas invenções dos tempos modernos.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

eu sou um íman...atualização da tarde

eu juro que não estou a inventar.
recebemos, ao fim da tarde, um e-mail do responsável da empresa que fez as obras (mal!) cá em casa.
cá vai o que encontrei:

- "interrumper" assim como quem diz - "não quero interromper o seu trabalho";
- "perferia", do verbo "perferiri", toda a gente conhece!
- e "disser", usado em: "o sr. ligou-me a disser que....".

palavras para quê.

eu sou um íman.....

...de erros ortográficos.
ultimamente, parece que eles esbarram contra mim, nos sítios e ocasiões mais incríveis.
tudo começou, há uns meses, na escola da minha filha onde, num formulário oficial aparecia, escandalosamente, a palavra "cresce" em vez de creche. passado o choque inicial, tentei ignorar. talvez fosse um mero erro de digitação.
depois disso, deparei-me com a seguinte pérola, numa folha A4, escrita a computador, e em que se solicitavam prendas de natal para os meninos desfavorecidos: "face à enexcedível colaboração dos pais.....). ENEXCEDÍVEL!!!!!!!!!!! enfim, sem comentários.
esta semana, andava eu de nariz enfiado nos manuais das mil e uma plataformas eletrónicas de contratação pública com que tenho de trabalhar quando vejo, em letras garrafais, a bold, e sobre um fundo vermelho, a seguinte menção: "pode exigir a prestação de CAUSAO". eu não sei o que são causões, só conheço cauções.
finalmente, numa breve troca de e-mails com os nossos informáticos, fui literalmente bombardeada  com os seguintes pontapés na gramática: "sumar parcelas", "extender o prazo" e "à algumas semanas"

eu bem sei que andamos todos um pouco confusos com o novo acordo ortográfico, mas isto parece-me um exagero. alguém me explica o que se passa neste País?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013


uma obra da joana vasconcelos cá de casa.

os melhores primos do mundo







2ª feira recomeço a trabalhar depois do nascimento da m.
é incrível como estes 4 meses passaram num instante e sinto um misto de sensações. por um lado, uma imensa vontade de voltar a trabalhar, de ter horas só para mim, de conversar com adultos, sobre assuntos de adultos. por outro lado, o inevitável sentimento de culpa por deixar a m. com terceiros e o receio desta nova fase, com novas rotinas, horários e responsabilidades.
curiosamente, acho que desta vez me está a custar mais do que da primeira vez. suponho que seja  por já saber o que me esperam estes próximos meses: o caos absoluto!
adiante.
aqui há umas semanas, vi aqui esta ideia giríssima para oferecer a um amigo que tivesse um novo trabalho. fiquei logo a pensar a quem poderia oferecer tal frasco, mas infelizmente, só tenho uma amiga que vai encetar uma nova aventura profissional (sim xapati, estou a falar de ti!), e ela está em lisboa, sendo que enviar um frasco destes por correio não é muito fácil.
na altura, partilhei a ideia do frasco com a minha prima, que também achou o máximo.
ontem à noite, quando ela veio trazer a i, depois de mais uma sessão de babysitting em casa dos tios, com direito a bolachas de manteiga e tudo (os meus primos são assim, não só tomam conta da i. como também enviam guloseimas aos respetivos pais), fui presenteada com esta surpresa fantástica: um frasco de regresso ao trabalho.
ADOREI!!!!!!! obrigada :)

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

se virem uma mãe a conduzir um carro , com um bebé num ovo no lugar do pendura, e a andar em primeira, com as rotações no máximo, quando já devia ter metido a segunda ou a terceira mudanças, não a critiquem, nem buzinem, nem a chamem naba.
pode, pura e simplesmente, ser porque, tal como eu, a mão direita da mãe está dada com a do bebé, que não a larga nem por nada.
delícias da vida materna quotidiana!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

as minhas histórias

hoje, à conversa com umas pessoas que conheço mal, mas com quem mantenho contacto regular, embora algo formal, disseram-me assim: "temos de combinar um lanche para a paula nos deliciar com as suas histórias"
por histórias, queriam dizer coisas banais, do dia-a-dia de todos, sei lá, partos, conversas de autocarro, consultas no centro de saúde, idas ao supermercado.....
fiquei surpreendida, embora satisfeita.
não acho que a minha vida esteja cheia de peripécias, mas, pelos vistos sou boa a entreter os outros e as pessoas apreciam as minhas conversas.
já se sabe que "quem conta um conto, acrescenta um ponto" e suponho que esta faceta pantomineira tenha algo de herança paterna. o meu pai é o maior exagerado que conheço e quando ouvimos as suas conversas temos de cortar pelo menos 50% de efabulação.
uma vez queria fazer-nos crer que numa feira agrícola tinha visto uma vaca que media mais de 3 metros de comprimento (teria que ter um par de pernas extra!).