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quinta-feira, 28 de maio de 2009

a holga

eu não sei se vocês sabem o que é uma holga. eu não sabia, mas fiquei maravilhada. a holga é uma máquina fotográfica à antiga. é de plástico, usa rolos a sério, daqueles que têm de ser revelados num laboratório, não tem nada de automático e tira fotos que parecem polaroids. mesmo! a cor é igual à das polaroids e, tal como nestas, nunca se sabe muito bem o que é que vai sair na foto, porque por mais que uma pessoa se fixe num determinado ponto, a máquina tem vida própria e fotografa o que quer. curiosamente, quanto pior ou em pior estado estiver a holga, melhores as fotos. tem tudo a ver com a entrada de luz. é preciso perceber, no entanto, que só vai gostar da holga quem gostar do que as polaroids têm de imperfeito: a cor, o grão da imagem, o formato, os bordos arredondados...
o meu grande amigo s., que é fotógrafo e tem todas as máquinas de última geração, disse-me que o bom da holga é que ela fotografa as coisas como nos lembramos delas, como as nossas memórias. de facto, ninguém tem recordações absolutamente perfeitas. com o fim das polaroids, a holga pode ser uma óptima substituta!

como reciclar vidros





o fim de semana passado fomos para o vale da serra para os anos do avô f. que fez 93! no domingo, como estava a chover e não dava para ir para a piscina, o d. pôs-se a inventar e, aproveitando os velhos vidros das janelas, que entretanto foram substituídos por outros novos, criou esta engenhosa estufa. aqui ficam as fotos que demonstram como ela fica maravilhosa na nossa varanda. num próximo post mostro os tomates, pimentos, manjericos e demais verdes que o d. lá plantou e que agora cuida diariamente com imensa devoção, apesar de desconfiança da minha avó que diz que isto "é mesmo coisa de morgado" (ou seja, filho único). não há respeito nenhum pelos filhos únicos!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

uma divisão, uma multiplicidade de funções


ultimamente não tenho tido tempo para navegar no site do aparthment therapy mas hoje apeteceu-me. uma das coisas que mais me diverte no site é fazer as chamadas house tours, nas quais podemos andar literalmente a ver fotos de todas as divisões das casas dos outros.
pois bem, num dos meus tours descobri esta casa (ou melhor, esta assoalhada-casa) que, independentemente de não ter nada de especial em termos de decoração, conjuga, numa só divisão, a cozinha, o quarto e a sala de forma relativamente harmoniosa. gostei sobretudo da planta da dita casa, nos seus diferentes layouts: dia normal, com convidados para o jantar e com visitas de fim-de-semana. muito engenhoso!

a água que vale água

a minha amiga i. mandou-me do brasil (tu ainda estás no brasil não estás? caso contrário, exijo um café!) um mail sobre esta nova água e a ideia que está por detrás da sua comercialização.
pareceu-me uma boa ideia para reflectir e pôr em prática!
aqui vai:

"A água embalada “Earth Water” é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água desta instituição. A nível nacional, a “Earth Water” é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central de Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem da “Earth Water” diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR» apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água». Actualmente, morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável.
Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por dia.

sábado, 16 de maio de 2009

sábado de manhã na baixa





a manhã não parecia muito promissora, mas mesmo assim decidimos ir dar uma volta à baixa para apanhar ar. ficámos surpreendidos com a quantidade de turistas e acabámos por entrar em ruas por onde normalmente não passamos e em átrios de prédios que desconhecíamos serem tão fantásticos. trouxemos para casa alguns tesouros que, de facto, só se encontram no comércio tradicional: um pica flores – uma peça de chumbo e pregos para colocar no fundo de uma jarra (algo que eu andava à procura há tempos e não pensei que ainda se vendesse); um santo antónio casamenteiro para a mãe do d. oferecer à prima m., que anda um pouco receosa de ficar para tia, e uma barra de sabonete esfoliante de côco – comprado numa loja nova que abriu na ferreira borges chamada enjabonarte (dica da a.). os produtos não são baratos, mas a loja é de facto gira e tem tudo para o banho: sabonetes em barra, sais de banho efervescentes, bombas espumosas (!), cremes corporais, etc. podem ir ver o site em http://www.enjabonarte.es/. bom fim de semana!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

as pérolas que se encontram quando se fazem arrumações

hoje à noite eu e o d. andámos entretidos a mudar estantes para experimentar umas mudanças que estamos a pensar fazer no nosso quarto. no meio das mudanças, encontrámos uma pasta com os registos médicos do d. desde pequeno. nessa pasta, para além de radiografias de dedos minúsculos, cabeças de bebé, dentes de leite e vértebras adultas, encontrámos uma deliciosa composição que o d. escreveu, em 1988, sobre a mãe. chorámos os dois a rir, literalmente! cá vai:
"tema: a minha mãe
a minha mãe é o máximo, portanto eu vou contar como ela é boa: ela dáme um presente todos os dias que é o comer, é muito minha amiga etc.
agora vou dizer uma pequena frase para ti.
mãe há só uma a minha e mais nenhuma.
bom, eu vou dizer mais uma.
eu sou bom, o meu pai é bombeiro e a minha mãe é bem boa.
eu amo-te mãe"

segunda-feira, 11 de maio de 2009

imagens

estou a organizar o meu ambiente de trabalho e reencontrei esta foto, que foi tirada pelo d. aqui há uns meses e que eu adorei. acho que dispensa palavras. boa semana!